sexta-feira, 6 de abril de 2012

Retalhos de aconselhamentos pastorais




Aconselhamento Pastoral

Aconselhamento pastoral
Termo = Patoral couseling = em inglês
No português = aconselhamento pastoral
Poimênica = A ciência do agir do Pastor
Grego = Poi men = Estudo do agir do pastor

O conselheiro sempre primeiro ouve”

Temos que ouvir mais nossos filhos, nossas esposas.
Tem que ser humilde para ouvir
Primeiro ponto para o conselho é ouvir
Culpa= (pecado)
Ansiedade = culpa não confessada
Medo = falta de fé /o medo leva a angústia, o medo leva a opressão e pode ocorrer a depressão.
Depressão = pode levar a neurose
Neurose = fobias, medo de andar só
Psicose = visões, ouve vozes, e nem sempre são demônios, neste caso precisa de ajuda médica também
O aconselhamento psicológico tenta anular a culpa, anulando a culpa quer dizer que não há pecado.
O ser humano tem desde o Éden a revolta contra a vontade de DEUS
Cuidado com os contatos físicos, ao aconselhar mulheres, ou vice versa
Koinonia = comunhão e o aconselhamento pastoral é uma dimensão da comunhão
O obreiro tem que ter um mínimo de conselho pastoral
O obreiro não pode ser acusador
Comunhão quer dizer comer junto
A teologia prática valoriza o ser humano da igreja

Administração eclesiástica

Igreja como corpo (espiritual) = forma de administração
I Pe 5.2-3 Pastoreai o rebanho
At 20.28 Atendei por vós conhecendo o estado do rebanho

Formas de Administração

_Social finanças
_Estrutura
_Serviço social
_Educação
_ Saúde

“Ninguém faz sucesso sozinho”
“Tem que ter visão de mundo e não só de igreja”

Formas de governo

Setor – Congregacional – regional
Autocracia = governo, auto=único – cracia=governo
Burocrático
Democracia = governo do povo
Anarquia
Ditadura
Nazismo
Monarquia
Teocracia

“O líder eficaz não é aquele que faz tudo, mas faz tudo funcionar”

Solução de problemas

1º estágio: Definição ou formulação do problema, e a decisão de agir
1- Analisar e descrever a situação
2- Expor o problema em termos específicos
3-Decidir se a ação é necessária

2º estágio: Seleciona mento de uma solução e início da ação
1- Considerar soluções alternativas (com vantagens e desvantagens)
2- Selecionar um curso de ação
3- programar a ação

3º estágio: avaliar o resultado: se satisfatório (resolvido), caso contrário formular algumas questões:
O problema foi definido corretamente?
A solução correta foi escolhida?
A ação necessária foi efetuada de forma certa?

O Feedback = retorno ou parecer
Todo bom administrador tem um cronograma
Todo líder responsável tem retorno ou Feedback
O administrador sabe que o povo sempre espera algo de retorno
O administrador procura motivar seus liderados
O homem tem facilidade de ver erro no outro homem
O administrador não pode ter medo de receber criticas

Líder tem que estar de pé, Líder tem que ter autoridade, precisa ter educação na hora de desferir criticas.





Racionalismo religioso





Racionalista religioso

Os racionalistas eles, seguem a razão, ou seja, não crê no místico, defendem sempre o concreto é o que chamamos de teologia natural baseados no pensamento de Kant que estava relacionado com o iluminismo (separam o finito do infinito), acreditam, ou seja, dão mais ênfase ao finito as coisas naturais e as palpáveis
Na área teológica, temos um alemão Johann Philip Gabler começando com sua palestra na Universidade de Altdorf  em 1787, sua ideologia era a separação entre a teologia dogmática da bíblia, da teologia em si
Gabler queria esta separação, pois o mesmo achava que a igreja tinha uma interferência forte sobre a exegese e sobre as interpretações da bíblia seguindo este conceito. Teologia do antigo testamento L. Smith Ralph pag 21
Gabler tirou praticamente todo o místico da bíblia, principalmente o velho testamento, e com isso trouxe a si muitos defensores do racionalismo, como ele mesmo defendeu, e os discípulos dele se estendem até os dias atuais, embora de uma maneira menos tênue que a princípio, mas a influencia de Gabler ainda bate nas portas de muitos seminários teológico atuais
Gabler era mais razão, mais o concreto a seu ver, chegando ao ponto de suas teorias, influenciarem muitos outros como G.L.Bauer, Hayes e Prussner, e tanto outros, os racionalistas eles eram normalmente anti-semita, e com isso negavam aos Judeus o privilégio de uma nação escolhida, chegando ao ponto de influenciar uma nação contra este povo, ao ponto de o próprio Hitler possivelmente também influenciado por este tipo de teoria, querer acabar com os Judeus, com isso querendo tirar-lhes a condição de povo especial.
Os pioneiros na ciência moderna, orientando-se a partir dos antigos clássicos gregos, começaram a desafiar as teorias tradicionais acerca do universo. Copernico (1473-1543) insistiu que o sol, não a terra era o centro do universo; Sir Isaac Newton (1642-1727) via o mundo como uma máquina movida por leis naturais. Os deístas ingleses, tais como Lord Herbert Cherbury e Thomas Hobbes (1588-1679) não negavam a existência de DEUS, mas excluíam da história e da natureza a revelação, os milagres e o sobrenatural.
No século XVIII e XIX, a teologia racionalista esta a todo vapor na Europa, as pessoas da época viviam como que sonhando, estavam convencidos de um mundo tranqüilo, um mundo calmo, havia um clima de prosperidade, mas ao início do século XX, estoura duas grandes guerras de proporções mundiais, os homens da época foram esmagados com a guerra, ou seja, seu sonho de uma vida próspera e segura se esvai com as guerras a porta de casa, que mais o refugiou foi à palavra de DEUS, embora vivessem na racionalidade, conseguiam extrair do místico para si mesmos, conseguindo certo consolo em meio à guerra, a esta altura por volta de 1914-1918 no auge da primeira grande guerra, o pensamento racionalista começa a perder forças, embora para a cultura da época parecesses que a teologia racionalista trás algo de interesse, mas com o passar dos anos vai mostrando outra face, um lado sombrio, pois a mesma se mostra ser fortemente anti-semita, ai comete-se uma grande injustiça aos judeus, ceifando as vidas de milhões deles, mas o mais intrigante de tudo isto é o paradoxo que esta teologia ajudou se cumprir algo místico, que tanto eles trabalharam contra, ajudaram se cumprir as várias profecias registradas na bíblia, como as do profeta Isaias e as do profeta Ezequiel, pois os teólogos racionalistas alemães que eram anti-semitas e apoiou a Hitler contras os Judeus, contribuíram para  que eles alcançassem um lar, ou seja, ser uma nação
Juntamente com a guerra veio o golpe de misericórdia. A teologia dogmática de Karl Barth, a razão vai perdendo terreno na área teológica e a fé conquistando o vácuo deixado pelos teólogos racionalistas
Barth abriu condições para uma teologia dogmática, ou seja, Barth consegue conciliar o místico nas escrituras que influenciou a teologia bíblica quase que imediatamente  

A esta época na América estava vivendo um avivamento nunca visto antes, tendo como pano de fundo a rua Azuza, ai a fé é entronizada na palavra de maneira soberana, por muitos anos, chegando até os dias atuais.  
Teologia: o seu significado segundo o dicionário informal: No sentido literal, é o estudo sobre DEUS, embora seja impossível estudar-mos um objeto que não vemos e nem tocamos, estuda-se DEUS apartir da sua revelação. A teologia tem contribuído muito para enriquecer o conhecimento do homem moderno, do homem estético, os teólogos Europeus dedicaram todo o século XX debruçados no estudo teológicos para proporcionar para nós hoje noções ainda que básicas, mas de grande valor para a sociedade moderna, principalmente a igreja como um todo.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Características emocionais de Jefté



Analisando o perfil emocional de Jefté no capitulo 11, percebe-se que Jefté teve desajustes emocionais se a gente levar em consideração seu lar, sua mãe e seu pai, ele viveu traumas de infância, que levou a tomar decisões quando alcançou maioridade
Analisando o capítulo 11 e o vercículo 1 em diante nós conseguiremos observar atitudes emocionas, das mais variadas
Jefté viveu amor egoista ou amor próprio no vercículo 2 do capítulo em destaque, ele foge dos seus irmãos, manifestação de amor próprio, ou um medo cautelarmecanismo de defesa, como é o caso do atravessar da rua, nenhum cidadão em sã conciência, atravessa uma rua sem olhar para os lados, para obsevar se vem alguma condução que poderia atropelá-lo, isto é um mecanismo de defesa, ou um medo cautelar para a preservação da vida, ele foge para as terras de Tobe, por medo dos irmãos dele e preservar sua própria vida.
Vemos no capítulo 11 no vercículo 7 que Jefté teve uma manifestação de raiva=indgnação, ou ira
Quem disse que o servo de Deus não se ira?
Claro que se ira, e a bíblia deixa de uma maneira bem clara que devemos se irar (Ef 2.26)
Mas na contra mão ela enfatiza de uma maneira bem clara, "mas não pequeis"
Ele se indignou ao perceber, que os mesmos que o havia expulsado da sua terra natal, agora o chama para vir a guerrear em favor deles, no versus 33 do capítulo 11 de Juizes, vejo Jefté com raiva, com ira ao ferir os filhos de Amom com grande mortandande
Sabemos que nossa alma tem acesso ao mundo exterior através dos cincos sentidos nossos, que são
Visão, audição, tato, paladar e olfato, e que na vida de Jefté ele tinha uma audição bem aguçada, mas que teve também a participação da visão e do tato
Ainda dentro do contexto de Juizes 11, e dentro do assundo das características emocionais de Jefté.
Jefté soube defender os motivos do eu, em sua vida, ele ja estava em Tobe, os anciãos foram buscá-lo
para ser cabeça, ele não titubeou, aceitou a proposta, pois o levaria para ser cabeça dos Gileaditas, sendo os
mesmos que o puseram para correr, ou seja seus irmãos Gileaditas.
Jefté sofreu frustrações, possivelmente quando alcançou maioridade ai saber que sua mãe fora uma prostituta
ainda mais levando em consideração o fator cultural do povo hebreu, e também pelo fato de ter sido expulso por seus irmãos, dentro deste contexto o estado emocional de Jefté, sofreu varias frustrações, reprovação, teve fracassos de objetivos, perda de personalidades, mas Jefté soube utilizar os mecanismos de defesa para se recompor dos desgastes emocionais sofridos por ele, pois com certeza precisou proteger seu auto-estima, para eliminar os excessos de tensão e ansiedades, e como não poderia ter utilizado de uma forma tão boa como ser o cabeça de homens levianos, que possivelmente o ajudou em suas batalhas mais tarde, com todos estes problemas enfrentados por Jefté com certeza ele era uma pessoa ajustada, pois a situações desfavoráveis enfrentadas por Jefté ele teve uma capacidade fenomenal de racionalizar, saindo de uma situação desfavorável, contrária para uma situação favorável a ele, são coisas que acontecem com todos nós, quase que diariamente.
Jefté viveu uma duas situações de verdades
Verdade relativa - produz em nós muita das vezes frustrações, derrubando nosso auto-estima, trazendo com isso limitações em várias situações de nossas vidas, sejam elas ambientais ou pessoais.
Verdade absoluta - esta nos desenvolve para uma vida de felicidades e saúde emocional nos encorajando a  aprender a voar e alcançar lugares cada vez mais alto, nos traz altruísmo, coragem, disposição.
"Aprendemos que o importante nem sempre é o que dizem ao nosso respeito e sim o que Deus diz o que somos, e o que ele quer de nós"
O homem em algumas situações nos humilha, querem acabar com nossas metas de vida
Deus quer que prossigamos confiando Nele como o filhote da águia que confia em sua mãe, ao levantar vôo.
Deus quer que voamos em seus gostosos braços.





Trabalho de sociologia da religião





Tema “Estranhamento” Suspendendo o senso comum


IETESP – Instituto Ensino Teológico no Estado de São Paulo



Sociologia da religião




Tema “Estranhamento” Suspendendo o senso comum





Aluno: Antonio Marcos Pinheiro






Professor: Edilson Teles

  


Dedicatória




Dedico este trabalho ao corpo docente desta instituição de ensino, pelo empenho de todos, principalmente dos leciona dores, que tem mostrado um carinho mesclado com entusiasmo, trazendo consigo ânimo para continuar aprendendo, dando com isso para os alunos bases de uma aplicação genuína no dia a dia em especial a uma pessoa que tem demonstrado dedicação e vontade que seria a pessoa do Professor Edilson Teles, pessoas assim que tem contribuído para uma profunda mudança em nossa sociedade “moderna”



“Estranhamento” Suspendendo o senso comum
Em meio a um clã onde tem muitas famílias que todos os dias saem das suas tendas, principalmente à noite e algumas vezes ao dia, geralmente pela manhã e algumas vezes à tarde, para encontrar-se na cabana maior, onde acredita encontrarem o Grande Ancestral, geralmente costumam chegarem aos mesmos horários, já que embora ultimamente cheguem mais tarde para chegar à cabana maior para o encontro com o Grande Ancestral.

Os rituais apresentados na cabana maior são os mais diversos

Os clãs fazem suas festas em um ambiente bastante espaçoso na cabana maior, embora não seja regra geral, pois às vezes tem cabana menor em tamanho, pois eles se reúnem para sentir ou quem sabe até mesmo verem o Ancestral Maior, embora ele se manifeste de forma transcendente

As famílias vão chegando com seus filhos, aonde vão tomando seus acentos ao redor do altar, que fica em posição de destaque

A um pessoal do clã que tocam instrumentos para exercitarem as mãos e o corpo, tem também tambores para ritmar

Nos momentos do culto com os seus rituais as pessoas presentes às vezes falam palavras difíceis e indecifráveis, pois falam todos juntos ao mesmo tempo e sem consonância, às vezes tentando falar como o representante que sempre esta em um lugar mais alto que os demais, e as famílias procuram responder sempre aos seus apelos, pois ele é um dos fundadores da cabana maior

À entrada da cabana maior há um totem com estes dizeres “Sol da justiça”, pois este clã adora este “Sol da justiça” que no caso é o Grande Ancestral que eles crêem ter se manifestado em forma humana e que depois foi sacrificado em prol de todos os clãs da terra, tendo ressuscitado segundo a tradição ao terceiro dia após sua morte

Os clãs se reúnem na cabana maior separados, os homens em um lugar e as mulheres em outro.


Ao iniciar o ritual, o representante começa com uma oração em que todos participantes também participam juntos, todos com um mesmo idioma, às vezes trocam e falam em idiomas diferentes, algo que ninguém compreende às vezes até mesmo quem esta falando não consegue entender seu próprio idioma.

Em um primeiro momento, o representante abre algumas exceções, para as pessoas do clã dizer algo a respeito do que o Grande Ancestral, tipo alguma cura ou algum favor recebido dele, às vezes alguns cantam música como ritual.

 Em um segundo momento, outro representante continua com o culto junto com seus rituais, embora agora de uma maneira um pouco diferente da primeira, pois o mesmo traz mensagens diretas do Grande Ancestral para todos os presentes na cabana maior

Antes da mensagem ele pede aos representantes que recolha os sacrifícios ofertados sobre o altar onde somente eles podem subir, pois o mesmo é sagrado, vedado a subida de qualquer um para não profaná-lo, e o sacrifício ofertado é recolhido em sacolas para serem guardados em uma urna, quando o representante começa a entregar a mensagem do Grande Ancestral bate um determinado silêncio, às vezes este silêncio é quebrado abruptamente, quando alguns começam a fala para si mesmo em idiomas diferentes, o representante continua em seu ritual, em alguns momentos o representante também fala com idiomas diferentes, ao final ele faz convites para os presentes que são de um clã diferente e que defendem um determinado totem que não seja o deles, ou seja, o “Sol da justiça” para fazerem parte deste totem, a regra é um ritual de publicização em aceitar o “Sol da justiça”, como totem seu, e para que isto aconteça faz-se o ritual de confissão, depois deste ato, em alguns dias é obrigatoriamente participar de mais um ritual em que consiste serem afundados em águas por algum representante com repetições de palavras junto com o representante sendo assim passam a fazer parte permanente daquele clã e participando também dos rituais deste clã no qual o totem será também o mesmo, ou seja, “Sol da justiça” ao fazer parte do totem ele experimenta de toda a experiência dos demais, e para concretizar ele tem que comer a carne e beber do sangue do “Sol da justiça”, após estes rituais ele é definitivamente aceito como novo membro deste totem tendo todos os direitos que os demais tem dentro daquele totem




Aspectos do texto

Neste texto há um aspecto, baseando-se no estranhamento de Durkheim desenlvovi este trabalho de Sociologia da religião com o pensamento voltado a suspender o senso comum para criar uma junção de códigos em que os mesmos trazem certa relativização de Claude Levi Strauss sobre um clã com o seu ritual, com seus costumes de culto, e trazendo em formas de metáforas para a modernidade de um culto evangélico, com toda a sua liturgia, nos fazendo compreender, que nada é tão antigo e nem tão moderno que não dá para se tirar uma análise, como Durkheim defendeu entre o profano e o sagrado em todas as religiões isto é fato, seja em nossas vidas diária, seja nas nossas vidas na igreja, no trabalho, na condução, enfim somos sempre levados ao profano e ao sagrado, e isto não esta somente relacionada à religião, mas entremeados no meio de nossa sociedade “moderna” mesmo que de uma maneira imperceptível, mas ele esta ali bem presente no meio dela. O lado vantajoso deste trabalho é a gente sair de nosso senso comum e tentar entender e as situações em que vivemos não é tão moderno como pensamos, pois é sempre relativa uma coisa com a outra, as coisas por mais antigas que sejam elas ainda estão vivas em nosso meio, embora de roupagem diferente, mas olhando atentamente com outros óculos será de fácil compreensão que vivemos baseados em teorias de nossos antepassados


Concluindo


Fazer um trabalho como este, embora de uma maneira improvisada e resumida seja sempre o desafio, pois dentro deste contexto existe a sociedade em que estamos inseridos nela, e sendo assim nós sentimos como algo que vai e vem, ou seja, trabalhando no contexto de Durkheim em o estranhamento ao abortar um tema assim sentimos que voltamos no tempo e adiantamos no tempo, mas sei que todo o desafio existe a recompensa, seja em alcançar o objetivo, ou seja,  não deixar a desejar, alcançando o objetivo nos traz satisfação, vontade de tentar alcançar algo que as vezes não conseguimos ao todo,  mas com dedicação e estudo com certeza alcançaremos os objetivos deste trabalho, pois temos aprendidos com pessoas experientes no assunto e que tem lecionado de uma maneira surpreendente nos enriquecendo mais e mais.






Bibliografia







Antropologia estrutural. Strauss, Levi

Manual de sociologia da religião. Cipriani, Roberto







Escatologia de Paulo



Resenha: Teologia do Novo Testamento – ELDON LADDGEORGE
“Escatologia Paulina”
Esboço de uma escatologia Paulina no qual segundo o autor, os pensamentos teológicos de Paulo eram de um dualismo apocalíptico desta era e do século futuro (¹): Teologia do Novo testamento, pág. 737 a 756– ELDON LADD, GEORGE.
Resenha produzida para a disciplina de Teologia do Novo Testamento - IETESP – Instituto de Educação Teológico no Estado de São Paulo.

INTRODUÇÃO
                                                                                                                                                                                                                                             
O conceito de Paulo concernente ao Reino de DEUS é o conceito de dualismo escatológico, ou seja, esta era e o século futuro, e isso não é idéia dele, mas enraizada no judaísmo de sua época, no qual os sinópticos criaram estrutura para esclarecer a mensagem de Jesus, a perspectiva histórica do Reino nos sinópticos seria essa era presente “essa era” e era vindoura “era por vir”, ou seja, um dualismo escatológico. Em 63 AC Pompeu colocou a Palestina sob o controle de Roma. Os Judeus desta época estavam à espera de um Messias escatológico que libertaria Jerusalém dos inimigos internacionais, que na época era representado por Roma, e neste conceito o Messias teria que ter as seguintes credenciais: “Filho de Davi”, rei davídico Trazer o Reino de DEUS, governar como rei ungido, teria que ser dotado de poderes sobrenaturais, ferirá a terra com a espada de sua boca, com o sopro de seus lábios matará o ímpio, purificará a terra da impiedade e reunirá o Israel fiel e reinará para sempre desde o trono de Davi. E este era o contexto histórico da época de Paulo.  C. H. Dodd defende que a cruz de cristo é a realização do Reino de DEUS, ou seja, foi inaugurado e que com a morte de Cristo o homem que foi justificado. E este homem justificado já esta na “era vindoura”, ou seja, na “era dominada pelo Messias” e livre da “era presente”, ou seja, a “era dominada por Satanás”, ele foi transferido do reino das trevas, e agora tem acesso ao Reino de Cristo. Ladd vai à contramão do pensamento de Dodd ele afirma que o Reino de DEUS, começa na ressurreição-ascessão de Cristo, pensamento este defendido por Paulo. Ladd de entendê-la que a experiência dessa nova era é de dimensão ética, ou seja, uma ligação com Cristo. Você continua sendo o que é, só que em uma nova dimensão ética, uma dimensão transcendente que vai “além” concernente ao Reino de DEUS. Ele ainda é uma pessoa como as outras, que precisa fazer os seus afazeres deste mundo, mas não se preocupar demasiadamente em fazer uso exagerado dele. A transição do pecado e da morte da velha era, para a nova era é apenas parcial, embora Seja real. (I Co. 15: 50). Ter uma nova vida completa só será possível quando Cristo retornar e completar a sua obra de redenção, que já se iniciou.

O Estado Intermediário

No pensamento escatológico de Paulo sobre o estado intermediário esta baseada principalmente pela passagem “desta era para a era futura, ou seja, entre o retorno de Cristo e a ressurreição dos mortos”, ele defende um estado de transição, o estado em que o próprio Ladd define como estado desencorpado, em outras palavras “despido”, ou seja, “nu”“mas revestir numa roupa sobre a outra, afim de que o que é mortal seja tragado pela vida”(II Co.5: 4), Bíblia TEB.  O sentido de corpo físico na tradução TEB seria “tenda” que  o mesmo se encontra fora da morada celestial, esta fora do "edifício", longe do Senhor, receberá o prêmio que tiver feito durante a sua vida no corpo físico. Já o sentido de corpo espiritual é “edifício” dado por DEUS, a morte do cristão não leva a outro lugar a não ser viver junto do Senhor. “A religião judaica propagou a idéia de Seol como um lugar seja ele de punição ou de benção, isto é a existência humana não termina com a morte. No Seol segundo a religião judaica é onde as sombras se encontram reunidas, o Seol não é tanto um lugar e sim um estado. onde se da para perceber isto melhor é na parábola de Jesus sobre o homem rico e Lázaro (Lucas 16: 19-31)”, Na parábola do rico e Lázaro, Jesus declara que a alma ou espírito do moribundo estaria com ele na presença de DEUS. (³). Para compreender melhor este estado intermediário que Paulo defende segundo Ladd“esta em sua forte ênfase dado por ele sobre a ressurreição do corpo (II Co. 5: 1-10), ou seja um corpo eterno “Paulo deixa bem claro que após a dissolução do corpo terreno e transitório o cristão receberá de DEUS um corpo eterno, celestial, na ressurreição”A conclusão que Ladd tira a respeito do conhecimento de Paulo demonstra que ele sabe que a morte do corpo significa a sobrevivência do espírito (4)

O Sono Dos Mortos

Segundo Culmann Paulo e os demais escritores bíblicos escreveram sobre o destino final da raça humana no sentido de ressurreição do corpo e não especificamente sobre a imortalidade da alma. (14) No entender de Oscar Cullmann, as cenas usadas no NT para descrever a condição daqueles que morreram em Cristo provam que a ressurreição de Cristo está efetivada e, assim, eles já estão com Cristo na eternidade e sua ressurreição se manifestará no tempo, tal qual o próprio Senhor Jesus (15).  Ladd defende que o que Paulo desejava era o novo corpo na ressurreição.  Paulo descreve sempre estado da morte em termos de sono (I Ts. 4: 13; I Co. 15: 16). A visão grega de sono dos mortos é o vôo da alma, ou seja, livre da prisão do corpo, tendo com isso liberdade no mundo celestial, já a visão hebraica de sono dos mortos é  de receber um novo corpo, que não fica vagando, é estar com o Senhor, estar ausente do corpo mas presente com Cristo, viver com Cristo mas em condições de sono, ou seja estado inconsciente, mas com Cristo (16)  (II Co. 5:8) – como uma situação no qual “continuamos a viver com Cristo... na condição de sono”(17)

O Retorno de Cristo

“Dia do Senhor” no VT, era de um futuro histórico imediato (Am. 5: 18; Is 2: 12), de visitação de DEUS em que Ele estabeleceria o seu Reino (Sf.1:14)  e trazer salvação ao seu povo (Jl. 3: 4-5) e julgar os maus.(19). Já no NT este mesmo dia, ou seja, o “Dia do Senhor” tem como pano de fundo a visitação de DEUS ao mundo, encerrar este século e inaugurar o século futuro, um período e não um dia específico e a visitação redentora de DEUS em Cristo. Ladd distingue de uma maneira nítida que a vinda de Cristo, ou seja, a sua parousiapara reunir a si, o seu povo, tanto os vivos como os mortos (I Ts. 4: 13-17), é chamado de o Dia do Senhor em (I Ts. 5:2), como o é para julgar o ímpio, tentar distinguir isso em duas interpretações diferentes, como que querendo dizer que uma será para a igreja e outra para Israel(20), não faz sentido, pois são fatos não de um único dia na história, mas de um período, que testemunhará a visitação final de DEUS em Cristo. Paulo usa três palavras para descrever a o retorno do Senhor. A primeira é parousia que significa tanto “presença” ou “vinda” (Fp 2: 12; I Co. 16: 17; II Co. 7: 7). Usada para visitas de pessoas de alta classe social, como reis e imperadores. A segunda é Apokalypsis= “desvelar” ou “descobrir” “revelar” algo. O Apokalypsis do Senhor será a descoberta para o mundo, da glória e do poder que lhe pertence (II Ts. 1: 7 e I Pe. 1: 7,13). A terceira epiphaneia que seria “aparição”ou “visibilidade”, ou “esplendor”, da sua presença, no qual o iníquo será destruído (II Ts. 2: 8) pelo resplendor do retorno de Cristo, Paulo afirma aos Tessalonicenses que Cristo matará o iníquo com o sopro de sua boca e o destruirá “pela epiphaneia de sua parousia”Os dispensacionalistas eles são pré tribulacionistas, ou seja, eles defendem a volta de Cristo antes da tribulação, só que em dois eventos: Uma vinda secreta para a igreja antes da grande tribulação, e uma vinda gloriosa no final da tribulação, para trazer a salvação a Israel e estabelecer seu reino milenar. Essas duas vindas são comumente chamadas de arrebatamento e revelação Esta é uma tese que tem início em J. N. Darby(24). “Walvoord  diz que os “pré-tribulacionismo” que defendem uma vinda de Cristo para a igreja antes da grande tribulação, não é ensinada nas escrituras de uma forma clara. (25) E essa é uma admissão significativa. O fato é que a esperança da igreja não é de um evento secreto que não seja visto pelo mundo. A esperança cristã é o aparecimento visível da glória de DEUS no retorno de Cristo (Tt. 2: 13). Para defender a idéia de uma dupla vinda de Cristo, argumenta-se com freqüência, que, se Ele virá com “todos os seus santos” (I Ts. 3: 13), deve necessariamente, ter vindo antes “para” eles. (26) Alguns entendem que esta expressão, no entanto não fornece nenhuma prova para esse ponto de vista das duas vindas de Cristo.  Se os “santos” (hagioi, “os santificados”) de I Tessalonicenses 3: 13 são seres humanos redimidos, isto não diz mais que I Tessalonicenses 4: 14, em que Paulo afirma que, na vinda de Cristo para arrebatar a igreja, “aos que em Jesus dormem DEUS os tornará a trazer com ele”. Contudo, os “santos” de I Tessalonicenses 3: 13 possivelmente ser outra referência aos anjos que acompanharão o Senhor, em seu retorno. (27) A teologia da vinda de Cristo é a mesma, tanto em Paulo como nos sinópticos

O Reino de DEUS

Vimos que Ladd defende que o Reino de DEUS é a lei messiânica de DEUS em Cristo que este fato começou com sua ressurreição e ascensão de Cristo, e que continuará “até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés” (I Co. 15: 25). O Reino de DEUS – o governo perfeito de Deus no mundo – é a meta escatológica da redenção. A questão escatológica do Reino – Paulo buscava um reino messiânico intermediário antes da inauguração do século futuro. O judaísmo tinha uma grande variedade de idéias sobre a natureza do Reino de DEUS (31) e uma delas era que partilhava a esperança judia da vinda do Messias, de uma forma, ou de outra, para destruir seus inimigos e redimir Israel. Em I Coríntios 15: 23-26 Ladd afirma que Paulo retrata o triunfo de Cristo em vários estágios, a ressurreição de Cristo foi o primeiro estágio (tagma). O segundo estágio é a  parousia, quando os que são de Cristo participarão da ressurreição. G. Vos, ao provar que o reino messiânico de Cristo começou com sua ressurreição-ascensão, Ele pensa que é possível estabelecer que o Reino de Cristo deva estar completo antes da parousia(33). Schoeps tem uma opinião semelhante à de G. Vos, defende que Paulo adaptou o esquema de um reino messiânico temporal, ou seja, intermediário, diante de sua convicção de que a ressurreição já havia começado e que Cristo já era o Exaltado. Afirma que Paulo, provavelmente, conhecia uma tradição rabínica de que os dias do Messias durariam quarenta anos. (34). Ladd concorda com ambos, G. Vos e Schoeps, que Paulo considera o início do reino messiânico de Jesus em sua ressurreição-ascenção. Porém Ladd não concorda ao todo. Pois os advérbios traduzidos como “então” são epeita, eita, que denotam uma seqüência de fatos. (35). Dodd defende que o estabelecimento do Reino de DEUS se deu na cruz e descreve que a escatologia realizada substitui "o fim está próximo" com "o fim está aqui", e Dodd argumenta que devemos entender a mensagem de Jesus de que "O reino de Deus está próximo", com ênfase na presença real do reino absoluto: "O reino de Deus está bem aqui, à mão, na ponta dos dedos, chegar e você está tocando”(35b)

Mistério da Iniqüidade

Ladd argumenta que Paulo recomendou a igreja em tessalônica que a vinda de Cristo seria precedida por determinados eventos escatológicos. As palavras de Paulo trouxeram um determinado entusiasmo (I Ts. 5: 1-11). Paulo os corrige dizendo que a maneira deles verem estava errada e que o que está para acontecer, são fatos escatológicos que precisam que acontecesse antes destes eventos escatológicos que apareceria um governante maligno, o homem do pecado, que também tomará para si a autoridade tanto seculares como sagrada, chegando a exigir adoração. (II Ts. 2: 3-4). Este iníquo insistirá que somente a sua vontade seja reconhecida como lei. Este conceito de apostasia em traduções recentes como NTLH, BLH, BV RSV são de posicionamento deliberado de violenta oposição a DEUS, que já esta em operação. Essa rebelião será um evento definitivo, um acontecimento apocalíptico. (38) O anticristo será apoiado por uma rebelião geral contra DEUS. Alguns defendem que a presença do Espírito Santo na igreja seja um motivo para a não manifestação do iníquo Paulo não deixa a entender que o que restringe a manifestação do iníquo seja a presença do Espírito Santo, como alguns defendem que ele será tirado do mundo por ocasião da parousia de Cristo.

O Mistério da Rejeição de Israel e sua Salvação Final

Ladd descreve que a rejeição de Jesus por Israel, não aconteceu, porque simplesmente eles quiseram, mas foi com a permissão de DEUS - um evento na Heilsgeschichte (história da salvação). Para que os gentios se chegassem aos seus pés (Rm. 11: 11) agora se com a O endurecimento de Israel foi motivo de benção para os gentios, como não será então quando Israel chegar a sua plenitude. Como a rejeição de Israel, DEUS abriu as portas da mensagem de reconciliação dando uma chance única aos gentios, e esta mensagem agora esta disponível para todo o mundo; agora quando a restauração de Israel chegar o mundo dos gentios desfrutará de benções inigualáveis a tal ponto de Paulo descrevê-la como sendo vida dentre os mortos. As promessas de DEUS a Abraão é que ele seria pai de muitas nações e nele seriam abençoadas todas as famílias da terra. Por essa razão Cristo veio ao mundo como israelita, através da pregação do evangelho do Reino de DEUS na pessoa de Jesus o Judeu, o mundo todo desfrutará das promessas de DEUS a Abraão. A era da igreja, como a conhecemos, não é o fim. Duas coisas acontecerão ainda. A primeira: a plenitude de Israel deve chegar, ou seja, o evangelho do Reino alcançará Israel de novo trazendo com isto salvação, pela sua salvação, maiores riquezas serão trazidas ao mundo. Segundo: Israel ainda é o povo escolhido; ainda é o objeto especial do cuidado de DEUS e ainda fará parte da salvação. Isto é afirmado em Romanos 11: 15-16. As primícias de Israel (os patriarcas) eram santas, isto é, os objetos da eleição e do cuidado de DEUS, e a massa inteira (Israel como povo) é também santa. Se a raiz da arvore é santa, então a árvore inteira também é. A futura salvação de Israel, é um futuro em termos de salvação para o mundo e trará uma nova ordem de benção e felicidade para o mundo de tal maneira, que se compara com a vida entre os mortos, que se estende para muito além do agora experimentados (44). O Israel literal, temporariamente rejeitado, chegará à fé e ser novamente enxertado na oliveira – o verdadeiro povo de DEUS. (Rm. 11: 23). (46)

O Juízo

Ladd descreve em por menores, que todos os homens serão julgados pela luz do entendimento que tiverem, todos os homens têm a luz da natureza da qual devem discernir a existência do verdadeiro DEUS, ou seja, serão julgados por seus conhecimentos e neste quesito não escapará ninguém seja Judeu ou gentio, pois os gentios perverteram a luz da revelação geral (Rm. 1: 21) e os Judeus fracassaram quanto a guardar a lei (Gl. 3: 10-12). Só que DEUS em sua misericórdia deu um escape através da obra redentora de Jesus Cristo, e a base final do julgamento será o evangelho (Rm. 2: 16; II Ts. 1: 8).Através da morte de Cristo o cristão foi absolvido de culpa e devido estas justificações serão salvos da ira no dia do juízo (Rm. 5: 9).Almejamos nos livrar desse juízo (Gl. 5: 5). Porque todos comparecerão ante o tribunal de “Cristo” (II Co. 5: 10). O dia do juízo deixou de ser terror para o cristão, todavia o mesmo passará pelo julgamento por suas obras, ou seja, não será condenado, mas será recompensado segundo o que tiver feito para o Reino de DEUS, através do corpo. (54) As nossas vidas Estarão esplanadas diante do escrutínio divino, para que cada um possa receber sua recompensa mediante aquilo que fez por meio do corpo, sejam coisas boas, ou más. “Será um juízo de avaliação de méritos”. (55). Paulo usa metáforas radicais para fazer comparações de coisas de grandes valores, como estruturas de ouro, prata ou pedras preciosas, com coisas sem muitos valores como estruturas de madeira, feno e palha. Quem edificou a sua vida em coisas sem valores, ou seja, suas obras, tal como madeira, feno ou palha, o fogo do juízo consumirá tais obras e os mesmos não terão avaliação de méritos positivos, todavia será salvo, mas não terá oportunidade de ouvir as palavras tão Almejadas que é ouvir de Jesus “bem esta, servo bom e fiel” (Mt 25: 21), os que construirão coisas preciosas em suas vidas, foram fieis e efetivos, como ouro, a prata e Pedras preciosas terão avaliações positivas de méritos e receberão do Senhor sua recompensa por seu amor e devoção, e ouvirão as palavras de Jesus:  “Bem esta, servo bom e fiel”. O cristão embora sendo salvo, mas é totalmente responsável pelas suas qualidades de vida no corpo.

A Consumação

Segundo Ladd, todo o universo esta em decadência através do pecado, e com a entrada o mesmo trouxe perturbações malignas, DEUS através da morte e da ressurreição de Cristo trouxe a redenção e veio trazer a ordem do mesmo e neste quesito esta tudo incluído, como experiências humanas e o mundo espiritual (Ef. 1: 10) e a própria natureza, e essa reconciliação futura e final será por meio do sangue que Jesus verteu na cruz. Ladd deixa explícito que esta reconciliação futura final teve seu início com a vitória conquistada por Cristo na cruz, nenhuma vontade rebelde de oposição pode finalmente permanecer fora do domínio do Senhorio de Cristo Coríntios 15: 25-26 Ladd baseado na carta de Paulo que Cristo terá toda a vontade hostil subordinada a Ele e que ele reinará como rei, tendo subjugado todo o inimigo, do qual o último será a morte (I Co 15: 25-26) após estes eventos ele entregará o Reino a DEUS. Ladd afirma que a restauração final incluirá também o mundo material, pois são fatos aguardados por todos, inclusive a própria criação, a criação ficará livre da escravidão do pecado e terá uma nova experiência de vida fora dos domínios do mau (Rm 8: 19-23). Ladd dá a entender que todas as pessoas como um todo, será livres da maldição do mau e a paz será restaurada em todos os lugares, mesmo contra a sua vontade os poderes obstinados se dobrarão ante a regência de Cristo. Para finaliza Ladd observa que Paulo percorre o estado final dos desobedientes ao evangelho de Cristo que por “castigo”, padecerão eterna perdição. Os não salvos pereceram, e isso é tanto uma condição presente, como uma sentença futura, será uma destruição teológica. O termo que Paulo usa deixa nítido que o juízo final trará uma terrível condenação é a justa punição do pecado e da descrença. esse fato não será o fim em si mesmo, mas um ato necessário para o estabelecimento do Reino de DEUS no mundo, DEUS trabalhou de forma árdua para trazer o homem caído à sua presença, mas infelizmente o mesmo rejeito de maneira consciente, e agora tem que encarar seu julgamento, pois DEUS não vai tolerar nenhuma oposição a sua Soberana vontade, o seu propósito é que os homens se reunão em dependência voluntária à ordem divina, para que, no final, “DEUS seja tudo em todo” (57) (I Co. 15: 28).

Critica do resenhista

A obra de Ladd é interessante, pois o mesmo descreve a escatologia de Paulo, de uma maneira surpreendente e inteligente, esta obra é um clássico do escritor, que explana sua visão concernente ao assunto ora suma abordado, Ladd discorre os assuntos da escatologia paulina, de forma solta, leve o que deixa o leitor à vontade. O que se percebe nesta obra, é o refino em que se foi aplicado, os revisores deram um toque a mais nesta edição de 2003, embora sem alterar o caráter da mensagem do livro embora com todos os pormenores importantes que contém o material de Ladd, é um material de alto nível, em termos acadêmicos, o que trás uma determinada preocupação ao estudante deste material, pois é necessário dividi-lo em tópicos, pois requer um pouco de atenção aos detalhes, pois os mesmos costumam passar desatentos aos olhos mais perspicazes.

Indicações do resenhista

Esta obra tem por objetivo trazer ao estudante e leitor de teologia, principalmente do Novo Testamento, uma aproximação fiel do material que ele possui, ou que esteja, estudando ou lendo, pois Ladd dedicou muitos anos de sua vida na elaboração deste material, que a meu ver beirou a perfeição, o conteúdo do livro como um todo, leva qualquer seminário que venha a usálo como fonte didática a delegar aos alunos muita seriedade do mesmo, para os mesmos, as bibliografias usadas pelo autor da obra, são de pessoas fidedignas e respeitada no mundo acadêmico cristão, levando os lecionadores e alunos a profundas reflexões de temas até a pouco tempo blindada pela profundidade teológica que existia em si, mas que deu clareza, visão de campo, nos estudos teológicos.

Antonio Marcos Pinheiro, Bacharelado pelo IETESP

Oscar Culmann, Cristo e o tempo resumo.



Rosino Gibelline, 2ª edição, Edições Loyola. Pag 255-257


A guerra já havia terminada, com derrota para os países do eixo, que neste caso a Alemanha esta incluída nos países do eixo, na primavera do mês de maio de 1945, é dada por acabada a guerra a nível mundial. A Alemanha esta em escombros, os bombardeios das forças aliadas arrasaram quase toda a Alemanha.
A guerra é o pano de fundo e nesta época esta a todo o vapor a teologia existencialista de Bultmann tinha feito o seu Manifesto da demitização que data de 1941 o ápice deste debate se dá de 1942-1952
Oscar Cullmann nasceu em Strasbourg, cidade que faz fronteira com a Alemanha, em 25 de fevereiro de 1902 (http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Cullmann)
Culmann lança um livro que tem por tema “Cristo e o tempo” (1946)
Os conteúdos deste livro trás a busca de um elemento central na mensagem cristã, e a conclusão é essa; "DEUS se revela em uma história de salvação" Teologia do século XX pág 256, Gibellini, Rosino
Nesta busca de um “elemento central”(das zentrale) o entendimento de Culmann, ele quer individualiza o núcleo da essência dentro do cristianismo, ele percorre o mesmo caminho de Harnack em “A essência do cristianismo” de 1900, Culmann tem um trunfo em suas mãos ele havia recebido instruções em a teologia da dialética, dentro de um ensaio de 1928, na exegese de A espistola aos romanos (1922) de Khal Barth, Culmann diferentemente de Harnack ele se aprofunda no método histórico-filosófico no qual defende que a mensagem neotestamentária, é um texto religioso, nascido na fé e contém a mensagem do cristianismo primitivo
Culmann cria um subtítulo, que trás o seguinte “A concepção do tempo e da história no cristianismo primitivo” Culmann contextualiza os fatos da salvação dentro de um cronograma
“Cristo e o tempo”
Os fatos que trazem a salvação é kairói, no caso um tempo propício escolhido por DEUS para alcançar o homem com sua soberana salvação
Culmann cria uma linha no tempo que começa da criação à parusia (Criação_________Cristo____________parusia)= história da salvação.
Culmann defende que não estamos em uma concepção grega de tempo que no caso é cíclica, ou seja, um ciclo é algo que esta sempre sendo repetida, no caso a bíblia vai à contra mão deste pensamento grego, pois ela tem uma concepção de uma linha reta, ou seja, contínua, Culmann ele incrementa algo a esta linha retilínea em que a história esta embutida nela e se move através dela, ele defende que esta linha não esta totalmente reta, mas ela esta em um sistema ondulado, e às vezes aparecem grandes desvios
Segundo Culmann o judaísmo tem uma linha do tempo, mas com um detalhe, ela não possui um centro, ele defende que a concepção neotestamentária é que a linha do tempo tem um centro e que este centro é Cristo, da linha que sobe do tempo, ele é o Kairós, onde se completa o tempo anterior e se decide o tempo por vir.
O cristianismo sabe muito bem da tensão entre um “já” e um “ainda não”, entre um “já realizado” e um “não ainda plenamente realizado” na cultura grega não se conhece a espera, já em contrapartida o judaísmo vive somente de esperança...
 A tensão defendida por Oscar Culmann é comparada a uma batalha (já que ele viveu e escreveu a sua obra em meio à guerra 1944-1945) "o centro foi alcançado, mas o fim ainda esta para vim". Oscar Culmann defendia baseado na guerra que a batalha geralmente ela já é decidida no começo da mesma, ainda que ela venha perdurar por anos, mas o alcance decisivo já aconteceu, embora se espere o dia da vitória ela já esta decidida, dentro deste contexto da guerra ele defende que o "acontecimento irresistível de Cristo" como se realizou na cruz e na sua ressurreição, tem uma representação muito forte, Cristo já deu o golpe decisivo no Diabo, no pecado, a batalha já esta ganha, o Reino de DEUS já se deu início com estes eventos, mesmo que o dia da vitória não tenha chegado e esta reservado para o dia da sua parusia a esperança do crente já se encontram garantidas nos eventos cristológicos do passado.
“A linha do tempo pertence, pois a Cristo: Ele é antes do início, foi crucificado ontem, reina agora, invisível, e voltara no fim dos séculos”. Todas essas imagens constituem uma única imagem, a do Cristo que exerce sucessivamente no kairoí as suas funções histórico-salvíficas. Por isso, "a linha do tempo é Cristo".  Todos os kairoi (tempo de DEUS) constitui a história da salvação.
   O kairoi (tempo de DEUS) que constitui o centro, é o caráter de aphapax (de acordo com a terminologia da carta aos hebreus).
   O evento de Cristo na cruz e na ressurreição se deu uma vez por todas e é decisivo para sempre, para toda a linha da história da salvação, da qual constitui o centro
   O que se passou na história da salvação tornou-se a preparação para acontecimento central de Cristo; o futuro será a plenitude do acontecido; o agora leva ao passado e ao futuro, de acordo com a dialética do "já" e do "ainda não" da batalha decisiva e do dia da vitória.
Dentro do ponto de vista cronológico (tempo, que se segue a ordem em que algo aconteceu) como do conteúdo a escatologia e destronada.
Significando com isso que o kairoi (tempo de DEUS) sobe para o futuro da realização final, tendo um centro situado no passado; com isso o resultado que  esta vindo já foi decidido nos acontecimentos passados
A linha da história da salvação se comparada com a linha da história do mundo, ela é frágil, tornando com isso um paradoxo, pois mesmo em sua fragilidade com volume de fatos é ela quem interpreta e salva a história do mundo.
    A história do mundo ela acontece fora da história da salvação, mas ao mesmo tempo ela é destinada a ser de uma forma que comece perto e se estenda ao longe influenciada pela história da salvação e inserida nela.
   A história do mundo se faz  de pano de fundo para a história da salvação na medida em que Cristo é o SENHOR do tempo e é o centro de toda a realidade temporal
   A história da salvação não é uma história do lado da história mas acontece na história e faz parte dela...