quinta-feira, 5 de abril de 2012

Escatologia de Paulo



Resenha: Teologia do Novo Testamento – ELDON LADDGEORGE
“Escatologia Paulina”
Esboço de uma escatologia Paulina no qual segundo o autor, os pensamentos teológicos de Paulo eram de um dualismo apocalíptico desta era e do século futuro (¹): Teologia do Novo testamento, pág. 737 a 756– ELDON LADD, GEORGE.
Resenha produzida para a disciplina de Teologia do Novo Testamento - IETESP – Instituto de Educação Teológico no Estado de São Paulo.

INTRODUÇÃO
                                                                                                                                                                                                                                             
O conceito de Paulo concernente ao Reino de DEUS é o conceito de dualismo escatológico, ou seja, esta era e o século futuro, e isso não é idéia dele, mas enraizada no judaísmo de sua época, no qual os sinópticos criaram estrutura para esclarecer a mensagem de Jesus, a perspectiva histórica do Reino nos sinópticos seria essa era presente “essa era” e era vindoura “era por vir”, ou seja, um dualismo escatológico. Em 63 AC Pompeu colocou a Palestina sob o controle de Roma. Os Judeus desta época estavam à espera de um Messias escatológico que libertaria Jerusalém dos inimigos internacionais, que na época era representado por Roma, e neste conceito o Messias teria que ter as seguintes credenciais: “Filho de Davi”, rei davídico Trazer o Reino de DEUS, governar como rei ungido, teria que ser dotado de poderes sobrenaturais, ferirá a terra com a espada de sua boca, com o sopro de seus lábios matará o ímpio, purificará a terra da impiedade e reunirá o Israel fiel e reinará para sempre desde o trono de Davi. E este era o contexto histórico da época de Paulo.  C. H. Dodd defende que a cruz de cristo é a realização do Reino de DEUS, ou seja, foi inaugurado e que com a morte de Cristo o homem que foi justificado. E este homem justificado já esta na “era vindoura”, ou seja, na “era dominada pelo Messias” e livre da “era presente”, ou seja, a “era dominada por Satanás”, ele foi transferido do reino das trevas, e agora tem acesso ao Reino de Cristo. Ladd vai à contramão do pensamento de Dodd ele afirma que o Reino de DEUS, começa na ressurreição-ascessão de Cristo, pensamento este defendido por Paulo. Ladd de entendê-la que a experiência dessa nova era é de dimensão ética, ou seja, uma ligação com Cristo. Você continua sendo o que é, só que em uma nova dimensão ética, uma dimensão transcendente que vai “além” concernente ao Reino de DEUS. Ele ainda é uma pessoa como as outras, que precisa fazer os seus afazeres deste mundo, mas não se preocupar demasiadamente em fazer uso exagerado dele. A transição do pecado e da morte da velha era, para a nova era é apenas parcial, embora Seja real. (I Co. 15: 50). Ter uma nova vida completa só será possível quando Cristo retornar e completar a sua obra de redenção, que já se iniciou.

O Estado Intermediário

No pensamento escatológico de Paulo sobre o estado intermediário esta baseada principalmente pela passagem “desta era para a era futura, ou seja, entre o retorno de Cristo e a ressurreição dos mortos”, ele defende um estado de transição, o estado em que o próprio Ladd define como estado desencorpado, em outras palavras “despido”, ou seja, “nu”“mas revestir numa roupa sobre a outra, afim de que o que é mortal seja tragado pela vida”(II Co.5: 4), Bíblia TEB.  O sentido de corpo físico na tradução TEB seria “tenda” que  o mesmo se encontra fora da morada celestial, esta fora do "edifício", longe do Senhor, receberá o prêmio que tiver feito durante a sua vida no corpo físico. Já o sentido de corpo espiritual é “edifício” dado por DEUS, a morte do cristão não leva a outro lugar a não ser viver junto do Senhor. “A religião judaica propagou a idéia de Seol como um lugar seja ele de punição ou de benção, isto é a existência humana não termina com a morte. No Seol segundo a religião judaica é onde as sombras se encontram reunidas, o Seol não é tanto um lugar e sim um estado. onde se da para perceber isto melhor é na parábola de Jesus sobre o homem rico e Lázaro (Lucas 16: 19-31)”, Na parábola do rico e Lázaro, Jesus declara que a alma ou espírito do moribundo estaria com ele na presença de DEUS. (³). Para compreender melhor este estado intermediário que Paulo defende segundo Ladd“esta em sua forte ênfase dado por ele sobre a ressurreição do corpo (II Co. 5: 1-10), ou seja um corpo eterno “Paulo deixa bem claro que após a dissolução do corpo terreno e transitório o cristão receberá de DEUS um corpo eterno, celestial, na ressurreição”A conclusão que Ladd tira a respeito do conhecimento de Paulo demonstra que ele sabe que a morte do corpo significa a sobrevivência do espírito (4)

O Sono Dos Mortos

Segundo Culmann Paulo e os demais escritores bíblicos escreveram sobre o destino final da raça humana no sentido de ressurreição do corpo e não especificamente sobre a imortalidade da alma. (14) No entender de Oscar Cullmann, as cenas usadas no NT para descrever a condição daqueles que morreram em Cristo provam que a ressurreição de Cristo está efetivada e, assim, eles já estão com Cristo na eternidade e sua ressurreição se manifestará no tempo, tal qual o próprio Senhor Jesus (15).  Ladd defende que o que Paulo desejava era o novo corpo na ressurreição.  Paulo descreve sempre estado da morte em termos de sono (I Ts. 4: 13; I Co. 15: 16). A visão grega de sono dos mortos é o vôo da alma, ou seja, livre da prisão do corpo, tendo com isso liberdade no mundo celestial, já a visão hebraica de sono dos mortos é  de receber um novo corpo, que não fica vagando, é estar com o Senhor, estar ausente do corpo mas presente com Cristo, viver com Cristo mas em condições de sono, ou seja estado inconsciente, mas com Cristo (16)  (II Co. 5:8) – como uma situação no qual “continuamos a viver com Cristo... na condição de sono”(17)

O Retorno de Cristo

“Dia do Senhor” no VT, era de um futuro histórico imediato (Am. 5: 18; Is 2: 12), de visitação de DEUS em que Ele estabeleceria o seu Reino (Sf.1:14)  e trazer salvação ao seu povo (Jl. 3: 4-5) e julgar os maus.(19). Já no NT este mesmo dia, ou seja, o “Dia do Senhor” tem como pano de fundo a visitação de DEUS ao mundo, encerrar este século e inaugurar o século futuro, um período e não um dia específico e a visitação redentora de DEUS em Cristo. Ladd distingue de uma maneira nítida que a vinda de Cristo, ou seja, a sua parousiapara reunir a si, o seu povo, tanto os vivos como os mortos (I Ts. 4: 13-17), é chamado de o Dia do Senhor em (I Ts. 5:2), como o é para julgar o ímpio, tentar distinguir isso em duas interpretações diferentes, como que querendo dizer que uma será para a igreja e outra para Israel(20), não faz sentido, pois são fatos não de um único dia na história, mas de um período, que testemunhará a visitação final de DEUS em Cristo. Paulo usa três palavras para descrever a o retorno do Senhor. A primeira é parousia que significa tanto “presença” ou “vinda” (Fp 2: 12; I Co. 16: 17; II Co. 7: 7). Usada para visitas de pessoas de alta classe social, como reis e imperadores. A segunda é Apokalypsis= “desvelar” ou “descobrir” “revelar” algo. O Apokalypsis do Senhor será a descoberta para o mundo, da glória e do poder que lhe pertence (II Ts. 1: 7 e I Pe. 1: 7,13). A terceira epiphaneia que seria “aparição”ou “visibilidade”, ou “esplendor”, da sua presença, no qual o iníquo será destruído (II Ts. 2: 8) pelo resplendor do retorno de Cristo, Paulo afirma aos Tessalonicenses que Cristo matará o iníquo com o sopro de sua boca e o destruirá “pela epiphaneia de sua parousia”Os dispensacionalistas eles são pré tribulacionistas, ou seja, eles defendem a volta de Cristo antes da tribulação, só que em dois eventos: Uma vinda secreta para a igreja antes da grande tribulação, e uma vinda gloriosa no final da tribulação, para trazer a salvação a Israel e estabelecer seu reino milenar. Essas duas vindas são comumente chamadas de arrebatamento e revelação Esta é uma tese que tem início em J. N. Darby(24). “Walvoord  diz que os “pré-tribulacionismo” que defendem uma vinda de Cristo para a igreja antes da grande tribulação, não é ensinada nas escrituras de uma forma clara. (25) E essa é uma admissão significativa. O fato é que a esperança da igreja não é de um evento secreto que não seja visto pelo mundo. A esperança cristã é o aparecimento visível da glória de DEUS no retorno de Cristo (Tt. 2: 13). Para defender a idéia de uma dupla vinda de Cristo, argumenta-se com freqüência, que, se Ele virá com “todos os seus santos” (I Ts. 3: 13), deve necessariamente, ter vindo antes “para” eles. (26) Alguns entendem que esta expressão, no entanto não fornece nenhuma prova para esse ponto de vista das duas vindas de Cristo.  Se os “santos” (hagioi, “os santificados”) de I Tessalonicenses 3: 13 são seres humanos redimidos, isto não diz mais que I Tessalonicenses 4: 14, em que Paulo afirma que, na vinda de Cristo para arrebatar a igreja, “aos que em Jesus dormem DEUS os tornará a trazer com ele”. Contudo, os “santos” de I Tessalonicenses 3: 13 possivelmente ser outra referência aos anjos que acompanharão o Senhor, em seu retorno. (27) A teologia da vinda de Cristo é a mesma, tanto em Paulo como nos sinópticos

O Reino de DEUS

Vimos que Ladd defende que o Reino de DEUS é a lei messiânica de DEUS em Cristo que este fato começou com sua ressurreição e ascensão de Cristo, e que continuará “até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés” (I Co. 15: 25). O Reino de DEUS – o governo perfeito de Deus no mundo – é a meta escatológica da redenção. A questão escatológica do Reino – Paulo buscava um reino messiânico intermediário antes da inauguração do século futuro. O judaísmo tinha uma grande variedade de idéias sobre a natureza do Reino de DEUS (31) e uma delas era que partilhava a esperança judia da vinda do Messias, de uma forma, ou de outra, para destruir seus inimigos e redimir Israel. Em I Coríntios 15: 23-26 Ladd afirma que Paulo retrata o triunfo de Cristo em vários estágios, a ressurreição de Cristo foi o primeiro estágio (tagma). O segundo estágio é a  parousia, quando os que são de Cristo participarão da ressurreição. G. Vos, ao provar que o reino messiânico de Cristo começou com sua ressurreição-ascensão, Ele pensa que é possível estabelecer que o Reino de Cristo deva estar completo antes da parousia(33). Schoeps tem uma opinião semelhante à de G. Vos, defende que Paulo adaptou o esquema de um reino messiânico temporal, ou seja, intermediário, diante de sua convicção de que a ressurreição já havia começado e que Cristo já era o Exaltado. Afirma que Paulo, provavelmente, conhecia uma tradição rabínica de que os dias do Messias durariam quarenta anos. (34). Ladd concorda com ambos, G. Vos e Schoeps, que Paulo considera o início do reino messiânico de Jesus em sua ressurreição-ascenção. Porém Ladd não concorda ao todo. Pois os advérbios traduzidos como “então” são epeita, eita, que denotam uma seqüência de fatos. (35). Dodd defende que o estabelecimento do Reino de DEUS se deu na cruz e descreve que a escatologia realizada substitui "o fim está próximo" com "o fim está aqui", e Dodd argumenta que devemos entender a mensagem de Jesus de que "O reino de Deus está próximo", com ênfase na presença real do reino absoluto: "O reino de Deus está bem aqui, à mão, na ponta dos dedos, chegar e você está tocando”(35b)

Mistério da Iniqüidade

Ladd argumenta que Paulo recomendou a igreja em tessalônica que a vinda de Cristo seria precedida por determinados eventos escatológicos. As palavras de Paulo trouxeram um determinado entusiasmo (I Ts. 5: 1-11). Paulo os corrige dizendo que a maneira deles verem estava errada e que o que está para acontecer, são fatos escatológicos que precisam que acontecesse antes destes eventos escatológicos que apareceria um governante maligno, o homem do pecado, que também tomará para si a autoridade tanto seculares como sagrada, chegando a exigir adoração. (II Ts. 2: 3-4). Este iníquo insistirá que somente a sua vontade seja reconhecida como lei. Este conceito de apostasia em traduções recentes como NTLH, BLH, BV RSV são de posicionamento deliberado de violenta oposição a DEUS, que já esta em operação. Essa rebelião será um evento definitivo, um acontecimento apocalíptico. (38) O anticristo será apoiado por uma rebelião geral contra DEUS. Alguns defendem que a presença do Espírito Santo na igreja seja um motivo para a não manifestação do iníquo Paulo não deixa a entender que o que restringe a manifestação do iníquo seja a presença do Espírito Santo, como alguns defendem que ele será tirado do mundo por ocasião da parousia de Cristo.

O Mistério da Rejeição de Israel e sua Salvação Final

Ladd descreve que a rejeição de Jesus por Israel, não aconteceu, porque simplesmente eles quiseram, mas foi com a permissão de DEUS - um evento na Heilsgeschichte (história da salvação). Para que os gentios se chegassem aos seus pés (Rm. 11: 11) agora se com a O endurecimento de Israel foi motivo de benção para os gentios, como não será então quando Israel chegar a sua plenitude. Como a rejeição de Israel, DEUS abriu as portas da mensagem de reconciliação dando uma chance única aos gentios, e esta mensagem agora esta disponível para todo o mundo; agora quando a restauração de Israel chegar o mundo dos gentios desfrutará de benções inigualáveis a tal ponto de Paulo descrevê-la como sendo vida dentre os mortos. As promessas de DEUS a Abraão é que ele seria pai de muitas nações e nele seriam abençoadas todas as famílias da terra. Por essa razão Cristo veio ao mundo como israelita, através da pregação do evangelho do Reino de DEUS na pessoa de Jesus o Judeu, o mundo todo desfrutará das promessas de DEUS a Abraão. A era da igreja, como a conhecemos, não é o fim. Duas coisas acontecerão ainda. A primeira: a plenitude de Israel deve chegar, ou seja, o evangelho do Reino alcançará Israel de novo trazendo com isto salvação, pela sua salvação, maiores riquezas serão trazidas ao mundo. Segundo: Israel ainda é o povo escolhido; ainda é o objeto especial do cuidado de DEUS e ainda fará parte da salvação. Isto é afirmado em Romanos 11: 15-16. As primícias de Israel (os patriarcas) eram santas, isto é, os objetos da eleição e do cuidado de DEUS, e a massa inteira (Israel como povo) é também santa. Se a raiz da arvore é santa, então a árvore inteira também é. A futura salvação de Israel, é um futuro em termos de salvação para o mundo e trará uma nova ordem de benção e felicidade para o mundo de tal maneira, que se compara com a vida entre os mortos, que se estende para muito além do agora experimentados (44). O Israel literal, temporariamente rejeitado, chegará à fé e ser novamente enxertado na oliveira – o verdadeiro povo de DEUS. (Rm. 11: 23). (46)

O Juízo

Ladd descreve em por menores, que todos os homens serão julgados pela luz do entendimento que tiverem, todos os homens têm a luz da natureza da qual devem discernir a existência do verdadeiro DEUS, ou seja, serão julgados por seus conhecimentos e neste quesito não escapará ninguém seja Judeu ou gentio, pois os gentios perverteram a luz da revelação geral (Rm. 1: 21) e os Judeus fracassaram quanto a guardar a lei (Gl. 3: 10-12). Só que DEUS em sua misericórdia deu um escape através da obra redentora de Jesus Cristo, e a base final do julgamento será o evangelho (Rm. 2: 16; II Ts. 1: 8).Através da morte de Cristo o cristão foi absolvido de culpa e devido estas justificações serão salvos da ira no dia do juízo (Rm. 5: 9).Almejamos nos livrar desse juízo (Gl. 5: 5). Porque todos comparecerão ante o tribunal de “Cristo” (II Co. 5: 10). O dia do juízo deixou de ser terror para o cristão, todavia o mesmo passará pelo julgamento por suas obras, ou seja, não será condenado, mas será recompensado segundo o que tiver feito para o Reino de DEUS, através do corpo. (54) As nossas vidas Estarão esplanadas diante do escrutínio divino, para que cada um possa receber sua recompensa mediante aquilo que fez por meio do corpo, sejam coisas boas, ou más. “Será um juízo de avaliação de méritos”. (55). Paulo usa metáforas radicais para fazer comparações de coisas de grandes valores, como estruturas de ouro, prata ou pedras preciosas, com coisas sem muitos valores como estruturas de madeira, feno e palha. Quem edificou a sua vida em coisas sem valores, ou seja, suas obras, tal como madeira, feno ou palha, o fogo do juízo consumirá tais obras e os mesmos não terão avaliação de méritos positivos, todavia será salvo, mas não terá oportunidade de ouvir as palavras tão Almejadas que é ouvir de Jesus “bem esta, servo bom e fiel” (Mt 25: 21), os que construirão coisas preciosas em suas vidas, foram fieis e efetivos, como ouro, a prata e Pedras preciosas terão avaliações positivas de méritos e receberão do Senhor sua recompensa por seu amor e devoção, e ouvirão as palavras de Jesus:  “Bem esta, servo bom e fiel”. O cristão embora sendo salvo, mas é totalmente responsável pelas suas qualidades de vida no corpo.

A Consumação

Segundo Ladd, todo o universo esta em decadência através do pecado, e com a entrada o mesmo trouxe perturbações malignas, DEUS através da morte e da ressurreição de Cristo trouxe a redenção e veio trazer a ordem do mesmo e neste quesito esta tudo incluído, como experiências humanas e o mundo espiritual (Ef. 1: 10) e a própria natureza, e essa reconciliação futura e final será por meio do sangue que Jesus verteu na cruz. Ladd deixa explícito que esta reconciliação futura final teve seu início com a vitória conquistada por Cristo na cruz, nenhuma vontade rebelde de oposição pode finalmente permanecer fora do domínio do Senhorio de Cristo Coríntios 15: 25-26 Ladd baseado na carta de Paulo que Cristo terá toda a vontade hostil subordinada a Ele e que ele reinará como rei, tendo subjugado todo o inimigo, do qual o último será a morte (I Co 15: 25-26) após estes eventos ele entregará o Reino a DEUS. Ladd afirma que a restauração final incluirá também o mundo material, pois são fatos aguardados por todos, inclusive a própria criação, a criação ficará livre da escravidão do pecado e terá uma nova experiência de vida fora dos domínios do mau (Rm 8: 19-23). Ladd dá a entender que todas as pessoas como um todo, será livres da maldição do mau e a paz será restaurada em todos os lugares, mesmo contra a sua vontade os poderes obstinados se dobrarão ante a regência de Cristo. Para finaliza Ladd observa que Paulo percorre o estado final dos desobedientes ao evangelho de Cristo que por “castigo”, padecerão eterna perdição. Os não salvos pereceram, e isso é tanto uma condição presente, como uma sentença futura, será uma destruição teológica. O termo que Paulo usa deixa nítido que o juízo final trará uma terrível condenação é a justa punição do pecado e da descrença. esse fato não será o fim em si mesmo, mas um ato necessário para o estabelecimento do Reino de DEUS no mundo, DEUS trabalhou de forma árdua para trazer o homem caído à sua presença, mas infelizmente o mesmo rejeito de maneira consciente, e agora tem que encarar seu julgamento, pois DEUS não vai tolerar nenhuma oposição a sua Soberana vontade, o seu propósito é que os homens se reunão em dependência voluntária à ordem divina, para que, no final, “DEUS seja tudo em todo” (57) (I Co. 15: 28).

Critica do resenhista

A obra de Ladd é interessante, pois o mesmo descreve a escatologia de Paulo, de uma maneira surpreendente e inteligente, esta obra é um clássico do escritor, que explana sua visão concernente ao assunto ora suma abordado, Ladd discorre os assuntos da escatologia paulina, de forma solta, leve o que deixa o leitor à vontade. O que se percebe nesta obra, é o refino em que se foi aplicado, os revisores deram um toque a mais nesta edição de 2003, embora sem alterar o caráter da mensagem do livro embora com todos os pormenores importantes que contém o material de Ladd, é um material de alto nível, em termos acadêmicos, o que trás uma determinada preocupação ao estudante deste material, pois é necessário dividi-lo em tópicos, pois requer um pouco de atenção aos detalhes, pois os mesmos costumam passar desatentos aos olhos mais perspicazes.

Indicações do resenhista

Esta obra tem por objetivo trazer ao estudante e leitor de teologia, principalmente do Novo Testamento, uma aproximação fiel do material que ele possui, ou que esteja, estudando ou lendo, pois Ladd dedicou muitos anos de sua vida na elaboração deste material, que a meu ver beirou a perfeição, o conteúdo do livro como um todo, leva qualquer seminário que venha a usálo como fonte didática a delegar aos alunos muita seriedade do mesmo, para os mesmos, as bibliografias usadas pelo autor da obra, são de pessoas fidedignas e respeitada no mundo acadêmico cristão, levando os lecionadores e alunos a profundas reflexões de temas até a pouco tempo blindada pela profundidade teológica que existia em si, mas que deu clareza, visão de campo, nos estudos teológicos.

Antonio Marcos Pinheiro, Bacharelado pelo IETESP

Um comentário: